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quinta-feira, 26 de março de 2015

Narcisismo, Apoliticismo, Espiritualidade - 2a. e última parte

por José Policarpo Junior

Espírito. Do latim, spiritus, significando “respiração, sopro”, ou também “coragem e vigor”; equivalente do hebraico ruach (ar, respiração, fôlego) e do grego pneuma (respiração). A etimologia da palavra nos lembra que seu sentido aponta para o que é invisível, imaterial, intangível, mas, ao mesmo tempo, infunde vida, movimento, direção ao que é visível e material. Movimento e direção não significam, no entanto, subjugação ou dominação.

O ser humano é, entre outros aspectos, um ente material dotado de um princípio de imaterialidade, ou um espírito encarnado ou uma mente incorporada, conforme a nomenclatura preferida. Do ponto de vista formativo, isto é, daquele dever ser a que o ser humano é chamado no sentido de desenvolver mais profundamente a sua própria condição humana, um dos aspectos mais importantes é considerar que o invisível é chamado a infundir seu discernimento sobre o visível, ou que, em outras palavras, aquilo que se manifesta entre os seres humanos seja dotado do princípio da sabedoria, da razoabilidade, do discernimento. Poderíamos ilustrar esse entendimento com vários exemplos, mas vou citar apenas dois.

Uma pessoa precisa fazer uma dieta específica por motivos de saúde, por conseguinte precisa evitar determinados alimentos prejudiciais em relação aos quais, entretanto, sente uma atração compulsiva. Há, nesse caso, um conflito entre um discernimento e um desejo. Uma parte de si - aquela responsável pelo sentido do paladar e pelo estado emocional da ansiedade - deseja algo (visível, material) que é incompatível com o que outra parte - o espírito, a intuição ou a razão - compreende (princípio invisível, imaterial) ser inadequado para a própria dimensão corpórea em que se exercem os sentidos físicos. Ninguém em pleno gozo de seu entendimento discordará que, no caso mencionado, o mais adequado é que o discernimento se sobreponha ao desejo - havendo diferentes modos de o fazer. Se a pessoa consegue agir conforme seu discernimento, podemos dizer que tal ação foi, nesse caso, uma ação espiritual. É imprescindível observar, no entanto, que a preponderância de tal discernimento atua no sentido da promoção do próprio bem-estar corporal, de um aspecto visível e material do ser humano; não se trata, portanto, de repressão ou dominação do corpo, mas de uma ação que visa a sua própria saúde.

Segundo exemplo. Uma pessoa toma conhecimento de uma injustiça que está sendo perpetrada contra outrem. Acontece que tal injustiça não é compreendida como tal por um bom número das pessoas que a presenciam, mas é sim saudada por muitos que estão tomados por algum tipo de emoção, ressentimento ou ódio para com a pessoa injustiçada. Se a pessoa conscienciosa, que tem pleno entendimento da injustiça que se comete contra outrem, não utiliza sua voz, seu poder, ou o instrumento de que tenha a legitimidade para agir de algum modo em contrário à referida injustiça, tal pessoa, por mais que proteste em contrário, estará motivada apenas pelo seu egocentrismo ou por seu instinto de sobrevivência, por mais sofisticado que venha a ser o discurso que utilize para justificar seu comportamento ou inação.

Embora de alcance e contexto completamente distintos, ambos os exemplos tentam apontar para a compreensão de que a vida espiritual se caracteriza pela presença orientada no mundo, de modo que possamos ser guiados, em meio a tudo que é tangível e material, por aquilo que é intangível ou imaterial. O propósito, porém de tal orientação, consiste em cuidar do mundo que é comum a todos os seres humanos, e não para se tornar uma prática de exclusivo cuidado de si mesmo. Conforme afirmou Hannah Arendt, o mundo não é o espaço, nem a natureza, mas a tentativa sempre retomada de construção de um lar para que o homem possa habitar em nosso planeta Terra. Por isso mesmo, o ato de cuidar do mundo implica o respeito pelas tradições, o convívio e tolerância entre diferentes, a instituição de práticas e costumes que estabeleçam uma esfera acolhedora aos seres humanos em sua pluralidade. Isso não implica sujeição e reprodução infinita do que já existe, mas o cuidado em reformar preservando tudo o que promove aquilo que pode ser partilhado entre os homens.

O ato de cuidar de algo ou de alguém implica sempre trazer de algum lugar para um contexto específico a intenção desinteressada, o discernimento razoável, a ternura e a perseverança, de modo a conduzir com firmeza e constância a ação localizada em prol de algo, de alguém ou de muitos. Cuidar do mundo é, portanto, por definição, algo que se faz contrariamente ao autocentramento, à importância de si mesmo; algo que implica necessariamente superar o narcisimo.

Aristóteles expressou, nA Política, o entendimento grego de que o ser humano é um “animal político”, isto é, um ser da polis, ou, em outras palavras, um ser para a convivência. Somente em convivência com outros o ser humano se torna humano no sentido próprio e apropriado do termo. A política, no sentido etimológico, próprio e profundo do termo, é, portanto, cuidado com o mundo; mundo sem o qual não podemos existir como humanos. Sem esse entendimento, dificilmente haverá presença espiritual no espaço-tempo que habitamos.

Cuidar do mundo é, portanto, cuidar do ser humano, importar-se com sua formação e devir. Por outro lado, não se pode cuidar do mundo sem ação e presença políticas, ainda que estas possam variar imensamente em seu escopo, abrangência e estratégia. Por essa razão, o indivíduo que se julga uma pessoa espiritualizada (com discernimento, orientado para o outro, movido pelo altruísmo) e ignora as consequências políticas de suas atitudes, ou não considera que este seja um tema atinente aos princípios de seu estar no mundo, ou age na coletividade movido pelo ódio a alguma diferença específica, ou demoniza as pessoas que dele divergem, pode ser tudo, menos alguém que esteja movido pelo espírito, isto é, pela dimensão intangível e esclarecida que nos guia em meio ao mundo e entre os homens.

O cuidado com o mundo comum implica, como já afirmado, o cuidado com os homens que se entreveram por meio dele. Tal entendimento se faz ainda mais necessário quando leva em consideração os mais frágeis e que se encontram na condição de necessitarem de outros para se emanciparem.

Creio que as implicações pessoais e políticas desse entendimento sejam claras, a despeito de eventual dificuldade em segui-las. Pensando especificamente no atual momento social e político brasileiro, vejo algumas das seguintes implicações:

a) Independentemente do princípio ideológico e partidário de cada pessoa, qualquer um que não considere positivo o imenso processo de inclusão social (praticamente eliminação da fome, diminuição significativa da pobreza extrema, aumento real do salário mínimo, diminuição do desemprego e subemprego, diminuição dos seculares obstáculos ao acesso dos negros aos benefícios da sociedade institucionalizada) realizado durante os governos do PT desde 2003 dificilmente poderia sustentar essa opinião como um princípio espiritual. Isto, obviamente, não significa apoiar, deixar de criticar, concordar, nem mesmo deixar de fazer oposição, como queiram alguns, a outros aspectos dos governos, mas estou me referindo especificamente ao fato da diminuição geral da miséria, da pobreza e da tímida diminuição da desigualdade socioeconômica, aspectos que deveriam em tese ser defendidos e desejados por qualquer um que pretendesse se pautar por uma existência espiritual;

b) Nenhum princípio político e ideológico, quer de inspiração tradicional-conservadora, liberal ou socialista, pode ser admitido como critério exclusivo e acima de qualquer evidência diante de fatos, prioridades e, principalmente, de seres humanos. Além disso, nenhuma dessas ideologias é historicamente imune de ter contribuído com a criação de tragédias sobre a humanidade, embora igualmente nenhuma delas tenha deixado de dar contribuições positivas ao desenvolvimento humano; por essa razão, nenhuma delas deve ser estigmatizada, demonizada, nem idolatrada. A humanidade deve seu progresso a diversas tradições, a variadas contribuições liberais e socialistas, bem como, em nome de cada uma delas, tragédias foram perpetradas;

c)  Se o disposto na alínea anterior se aplica a ideologias, há que se ter em muito mais alta relevância as pessoas. Ninguém pode ser acusado, estigmatizado, demonizado, agredido apenas por expressar sua convicção ou adesão a uma ou outra posição ideológica, a um ou outro partido - o ato que assim procede se deixa dominar pela barbárie. Ninguém se torna corrupto ou criminoso porque é socialista, liberal ou conservador, ou porque é filiado a ou simpatizante de qualquer partido político, por mais que haja discursos mil que apregoem e propaguem tais clichês por puro oportunismo político, econômico ou institucional. Os atos anti-humanos é que devem ser objeto de crítica, censura e punição, não o pensamento, credo ou adesão a este ou aquele princípio, nem muito menos as pessoas que os expressam. Alguém deve ser condenado se, e somente se, ficar cristalinamente provado, por provas e meios lícitos, seu dolo e culpabilidade. Não custa lembrar que os regimes totalitários é que condenavam pessoas por sua associação ou adesão a tal ou qual posicionamento político e social;

d) Cada um pode e deve esforçar-se por contribuir para o mundo a partir das ideias e princípios que professa - e o mundo precisa de tal pluralidade e mesmo da divergência respeitosa - desde que entenda que sua visão e princípios, por mais preciosos que sejam, são também limitados, e que não há verdade absoluta que se imponha a todos os homens.


Haveria alguns outros aspectos a ressaltar tendo em vista especialmente a difícil situação política pela qual passa a nossa sociedade. Creio, entretanto, que os aspectos mencionados indicam alguns pontos importantes para que nossa presença no mundo possa acontecer por meio de uma vida humana preciosa, e que, portanto, supere o narcisismo e egocentrismo tão característicos do materialismo espiritual que se espalha em todas as tradições de sabedoria, ocultando muitas vezes os tesouros que ali existem.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Narcisismo, Apoliticismo, Espiritualidade - Parte 1

Por José Policarpo Junior
Como pesquisador das temáticas da formação humana e da espiritualidade, tenho, até por dever de ofício, conversado com pesquisadores, estudiosos e simpatizantes da área, ocasiões nas quais falamos não apenas dos nossos tópicos de estudo, mas também de assuntos gerais relativos à sociedade e à vida pessoal. É neste último tipo de conversa em que se manifestam muitas vezes as posturas, atitudes ou valores pessoais, ocasiões nas quais ficam patentes, algumas vezes, as incoerências entre estes e os princípios teóricos que as pessoas dizem esposar.
Meu propósito com este breve post não é fazer denúncia dessas incoerências de um ponto de vista pessoal - mesmo porque não há ser humano que não seja incoerente em algum aspecto, muito menos eu - nem sequer insinuar condenação moral de quem quer que seja. Aliás, a trajetória formativa não se pauta pelos julgamentos e condenações, mas pelo discernimento, persistência e compaixão, dentre outros valores. Portanto, o intuito desse breve texto é o de conduzir a uma reflexão a respeito do assunto, a qual será tão mais efetiva quanto possa ser comensurada com os princípios e valores acolhidos e descobertos por cada um, em relação a si, aos outros e ao mundo partilhado com os demais seres humanos. Peço, entretanto, a consideração do leitor para o fato de que este não é um texto acadêmico em sentido estrito, mas, sim, um pequeno texto de um blog, com todas as limitações daí resultantes.
Percebo muitas manifestações de praticantes, buscadores e estudiosos da espiritualidade quanto à ênfase na interioridade, ou nos aspectos considerados exclusivamente existenciais, com pouca consideração ou às vezes até mesmo desprezo por assuntos tidos por mundanos, comuns, não espirituais, tais como aspectos referentes à vida em grupo, à sociedade, à vida política. Em geral, todas essas pessoas têm perfeita noção teórica de que a verdadeira espiritualidade não é a que deixa de ser atuante no mundo, mas, sim, a que tem discernimento e habilidade para nele agir. Mas esse entendimento demonstra se resumir, em tais casos, à dimensão teórica, não sendo capaz de repercutir em atitudes e posicionamentos cotidianos referentes ao estar no mundo entre outros seres humanos.
Por que essas incoerências pessoais acontecem, se tais pessoas têm clareza teórica e conceitual sobre isso? A primeira resposta, de cunho mais geral, que dou a tal questão é que somos todos seres humanos; realidade que por si mesma implica conviver não só com nosso lado luminoso (no caso, nosso entendimento intelectual sobre esses assuntos), mas igualmente com nosso lado sombrio (nossas atitudes pouco iluminadas por aquilo que supomos conhecer intelectualmente). A segunda resposta, que pretendo enfatizar mais aqui, embora relacionada com a anterior, consiste em que a capacidade ou incapacidade de ver ou de não ver determinadas coisas depende mais do nosso caráter do que de nossa eventual inteligência;  esse entendimento não é meu, mas de Erich Fromm, que afirmou que “reconhecer a verdade não é principalmente uma questão de inteligência, mas de caráter”.
Acontece que o caráter, segundo a compreensão psicanalítica utilizada por Erich Fromm, é uma espécie de segunda natureza do homem, constituída por aspectos que foram estruturados conscientemente e por outros que foram acumulados, escondidos ou recalcados inconscientemente. Essa seria, portanto, uma das principais razões pela qual a pessoa (qualquer uma, em tese) pode afirmar um princípio teoricamente e negá-lo atitudinalmente no cotidiano. Diante disso, o mais importante aqui não consiste em apontar erros a quem quer que seja, mas ressaltar o aspecto fundamental da necessidade de olhar para os pontos sombrios de si mesmo.
Segundo os antecedentes, que não podem aqui ser aprofundados, um dos aspectos do ser espiritual - que no entendimento de Teilhard de Chardin indica a dimensão interior de qualquer fenômeno, especialmente do interior humano - é desenvolver a capacidade de olhar para si mesmo e reconhecer tudo o que lá se manifesta. O olhar para a interioridade não é, entretanto, um fim em si mesmo, como muitos praticantes e buscadores espirituais terminam por pensar. Olhar para dentro de si implica, em primeiro lugar, deixar que se manifestem à nossa consciência todos os aspectos de nosso interior, luminosos ou sombrios, sem julgamento, nem condenação. Em segundo lugar, implica reconhecer progressivamente não haver diferença significativa entre o que está fora e o que está dentro de nós. Em terceiro lugar, implica finalmente reconhecer não haver um “fora” e um “dentro”, mas ver todos os fenômenos e todos os seres como expressão de uma só realidade.
Cultivar a espiritualidade implica, portanto, sair da autorreferência e do primado de si. A essência de si mesmo não é distinta da alteridade, embora sejam ambos diferentes como fenômenos. A consequência disso é que há um mundo e há seres diferentes de mim e ao mesmo tempo iguais a mim como manifestação de uma realidade da que todos nós fazemos parte. Mas isso não é um entendimento teórico apenas, mas um discernimento pessoal, vivencial, prático.
Por essa razão, o praticante ou estudioso da espiritualidade que se julga acima dos demais, que pensa estar mais desenvolvido do que outros, que supõe estar incólume a determinados erros, por mais entendimento de que se julgue portador, termina por conceber a si mesmo como substancialmente distinto dos demais, esquecendo que as eventuais distinções existentes não o são de natureza, mas secundárias, acidentais. Por essa razão, tal atitude, mesmo apregoada com adjetivos espirituais, termina por se revelar mais uma faceta do autocentramento ou do velho “Eu”, um narcisismo espiritual, do que uma realização verdadeira. Tal atitude também termina por se reverberar no âmbito da vida comum, na polis.

Devido à extensão deste post, darei continuidade ao assunto em um próximo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

II Encontro Internacional de Educação e Espiritualidade

O Núcleo de Educação e Espiritualidade do Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE promove, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Alexandre Simão de Freitas, o II Encontro Internacional de Educação e Espiritualidade que acontecerá no Recife, no período de 3 a 5 de novembro de 2014, na UFPE. Este Instituto apóia a realização.

Para inscrições e informações, vá ao website do evento clicando aqui.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Currículo "Educação Emocional e Relacional para Crianças - PATHS" está disponível

Finalmente o currículo Educação Emocional e Relacional para Crianças - Pensamento, Afetividade e Trabalho com Habilidades Sociais (PATHS), de autoria de Carol Kusché e de Mark Greenberg, está disponível para aquisição, sob licença de Channing Bete Company, por meio da página oficial do Instituto de Formação Humana.

Após quatro anos e meio de trabalho de tradução, revisão, diagramação, editoração e impressão, o PATHS foi lançado em outubro de 2012, com a presença de Mark Greenberg, durante os eventos realizados pelo nosso Instituto. Depois disso, tivemos que trabalhar para garantir o financiamento da primeira impressão dos kits e tratar também de aspectos jurídicos referentes ao modelo de sua comercialização, o que demandou mais quinze meses de trabalho.

Agora está tudo pronto para a distribuição aos estabelecimentos interessados em adquiri-lo.

Quem desejar saber mais sobre esse material didático de excelente qualidade para a formação emocional e relacional das crianças, pode consultar alguns posts antigos em nosso blog, aqui e aqui, bem como informações constantes da página oficial do Instituto de Formação Humana, aqui.

IV Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas

No período de 16 e 17 de maio de 2014, realizar-se-á o IV Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas.

Já estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos científicos.

O evento contará com a presença de importantes convidados internacionais tais como Geshe Lobsang Tenzin Negi (EUA) que falará dos estudos publicados sobre o Cognitive Based Compassion Training, um programa que envolve a meditação da compaixão para crianças em idade escolar e adultos de diferentes idades; Jamyang Dolma, chefe do Depto. de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Médico Tibetano (India) que falará sobre o uso da medicina tibetana para doenças crônicas, e; Javier Garcia Campayo, professor titular da Universidade de Zaragoza (Espanha), que tem estudado programas de meditação Mindfulness na Atenção Primária à Saúde.

Está programada ainda uma mesa redonda sobre a medicina popular do Brasil, com a presença de praticantes indígenas e de religiões afro-brasileiras.

Haverá também uma mesa sobre temas intrigantes em saúde e espiritualidade: Susan Andrews falará sobre a Felicidade Interna Bruta e a saúde; Júlio Peres comentará os resultados de seus estudos sobre Neuroimagem e estados de transe; e Ricardo Monezi sobre Reiki.

Na mesa redonda sobre práticas contemplativas e sociedade, Regina Migliori conta sua experiência com estas práticas na educação, e Don Alexandre com a meditação cristã.

Quanto às pesquisas em práticas contemplativas teremos as apresentações de Luiz Eugênio Mello, professor titular da Universidade Federal de São Paulo e de Carolina Menezes docente da Universidade Federal de Pelotas.

Para mais informações sobre o evento, incluindo a programação, clique aqui.
 

Diálogos em Educação e Espirutualidade

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